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| Imagens meramente ilustrativas |
A movimentação faz parte da Operação Chancelas, deflagrada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). Ao contrário do que sugeriram algumas publicações locais, o foco da operação não foi a investigação de desvios políticos nas administrações municipais, mas sim o combate a um esquema de grilagem de terras públicas.
O Alvo: Fraude Imobiliária no Baixo Sul
De acordo com as notas oficiais emitidas pelas autoridades, a operação visa desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar registros imobiliários. O grupo atuava na comercialização ilegal de terras pertencentes à União, concentrando-se especialmente em áreas litorâneas altamente valorizadas, como terrenos de marinha e praias.
O esquema funcionava por meio de georreferenciamento falso e desmembramentos irregulares de lotes, que eram inseridos em cartórios da região para dar aparência de legalidade a propriedades invasoras.
Qual foi o papel de Camamu na ação?
Embora o epicentro do interesse imobiliário dos criminosos estivesse concentrado no município de Maraú — devido ao alto valor de mercado de sua faixa litorânea —, as cidades de Camamu e Cairu foram alvos estratégicos da operação.
Os agentes cumpriram 6 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal distribuídos entre os três municípios. O objetivo em Camamu foi recolher documentos cartoriais, mídias e aparelhos eletrônicos de pessoas suspeitas de colaborar ou facilitar a burocracia das fraudes de registro.
Balanço Oficial: Nesta fase da operação, não foram expedidos mandados de prisão. A Polícia Federal focou estritamente na coleta de provas materiais para subsidiar os próximos passos do inquérito.
Próximos Passos
As autoridades federais informaram que há indícios de atuação conjunta entre agentes públicos e particulares. No entanto, as identidades dos envolvidos seguem preservadas sob segredo de Justiça para garantir a eficácia das investigações, que continuam em andamento.


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